Golpistas geram contas maliciosas no Twitter para vender antivírus falso
Perfis falsos usam assuntos populares ou mensagens verdadeiras e URL curta para convencer usuário a comprar suposto antivírus para Windows.
Os ataques mais recentes originados por estas contas maliciosas foram
gerados por software, informam especialistas das empresas de soluções
de segurança F-Secure e Sophos. As contas, que usam nomes variados,
representam supostamente usuários norte-americanos do Twitter. Em
alguns casos, o papel de parede é personalizado para cada conta falsa,
fazendo parecer que o perfil é legítimo.
Os 'tweets' destas
contas também são gerados automaticamente, disse o consultor de
segurança da finlandesa F-Secure, Sean Sullivan. Alguns dos posts
exploram os "Trending Topics", a lista dos dez assuntos mais populares
apresentados na página inicial do microblog. Outras mensagens repetem
posts reais de outras pessoas.
Todos os 'tweets' incluem links
para sites que tentam direcionar o internauta a fazer o download e a
instalação de softwares falsos de segurança. Estes sistemas também são
conhecidos como "scareware" porque enganam usuários com alertas falsos
de infecção do sistema e exibem janelas de pop-up insistentemente até
que o usuário se convença a pagar cerca de 40 a 50 dólares por um
programa sem uso.
"Mesmo que o Twitter feche estas contas
rapidamente, os golpistas criam novas contas falsas na mesma
velocidade" afirmou Sullivan. "De alguma forma eles estão driblando o
CAPTCHA [sistema que exige a identificação e a digitação de letras e
números distorcidos para bloquear o registro automático de contas], mas
como eles estão fazendo isso, se por meio de um robô ou por uma série
de CAPTCHAs, não sabemos."
Na avaliação do especialista da
F-Secure, neste caso, os invasores não estão poupando investimentos
para fazer mais dinheiros com o golpe online.
O negócio de
scareware já rendeu 5 milhões de dólares por ano a alguns invasores,
alertou o pesquisador de redes de computadores-robô - máquinas
invadidas silenciosamente para promover ataques online -, da
SecureWorks, Jon Stewart.
"Muitas destas campanhas não duram 24
horas" disse a analista de ameaças, Beth Jones, da empresa britânica
Sophos. "Na hora em que um site [de distribuição de 'scamwares'] é
bloqueado, eles já se mudaram para outro", ela explica.
Os
servidores que hospedam o software de segurança oferecido pelo Twitter
estão localizados em Toronto, disse Jones. Segundo a especialista, a
Sophos tem monitorado estes sistemas desde junho deste ano.
Como
o golpe usa um serviço de encurtamento de endereços de sites (URLs) é
quase impossível que o usuário consiga saber para onde será levado ao
clicar no link.
De acordo com Jones, os golpistas estão usando
o serviço de encurtamento Metamark, que não tem suporte no TweetDeck,
aplicação que permite visualizar uma prévia do destino dos links.
Na
avaliação da especialista em segurança, os golpistas estão usando o
Twitter por ser um novo condutor para espalhar seus 'scarewares', já
que o microblog vem ganhando cada vez mais adeptos.
No início da
semana, o Twitter informou ter apagado as contas geradas
automaticamente, mas segundo Jones, alguns 'tweets' com as URLs
maliciosas ainda estão disponíveis no serviço.


