Pesquisadores mostram como explorar falha no Internet Explorer
Grupo descobriu como burlar mecanismo que desativa controles ActiveX com bugs que não deveriam rodar no sistema operacional Windows.
Por IDG News Service
Publicada em 28 de julho de 2009 às 08h54
A Microsoft foi forçada a anunciar correções emergenciais para o sistema operacional Windows na sexta-feira (25/7) porque
pesquisadores descobriram como burlar um mecanismo crítico de segurança
no navegador Internet Explorer.
O pacote de emergência, que deve ser divulgado nesta terça-feira (28/7), tem como alvo uma falha crítica no Internet Explorer e também corrigirá um bug relacionado ao ambiente de desenvolvimento
Visual Studio - este último é classificado como 'moderado' pela
Microsoft.
Durante a conferência de segurança Black Hat, que
ocorre essa semana em Las Vegas, nos Estados Unidos, pesquisadores
pretendem mostrar como quebrar o mecanismo de segurança utilizado para
desativar os controles ActiveX que têm bug e não podem rodar no Windows.
Mark
Dowd, Ryan Smith e David Dewey prometem explicar como burlar a proteção
na quarta-feira (29/7). Um vídeo de Smith, já divulgado online, oferece
uma prévia sobre a invasão, que permite a instalação de programas não
autorizados no PC da vítima.
“A falha é um grande problema,
porque você pode executar controles que não deveriam ser executados”,
diz o gerente de tecnologia da Shavlik Technologies, Eric Schultze.
“Então, se um site malicioso é visitado, o criminoso pode fazer o que
quiser, mesmo que eu tenha uma correção”.
Segundo o
pesquisador Halvar Flake, o bug também está relacionado a uma falha no
ActiveX identificada pela Microsoft no início do mês, corrigida em
outro pacote emergencial no dia 14 de julho. Uma vulnerabilidade mais
profunda, contudo, não foi solucionada, o que dá espaço a mais ataques.
Uma
porta-voz da Microsoft não especificou quantos controles ActiveX estão
seguros por meio do mecanismo. A empresa não divulgará mais informações
até que a correção seja lançada.
“Se você não aplicar este pacote, é como se tivesse desinstalado 30 correções de antes”, informou Schultze.



